

HIPOPÓTAMO - MÉXICO
Tratamento de canal em dente incisivo
O tratamento endodôntico (tratamento de canal) em uma espécie com dentes de crescimento contínuo (elodonte) e dimensões colossais exige adaptações drásticas da técnica convencional. Estes dentes não possuem raízes verdadeiras, mantendo o terço final do dente aberto e preenchido por tecido germinativo (células tronco).
A odontometria em dentes de dezenas de centímetros não pode ser feita às cegas. Utiliza-se radiografia digital para gerar diversas imagens pré, trans e pós-operatórias para guiar a angulação e comprimento das brocas durante o acesso ao canal.
O tecido necrótico pulpar e a dentina contaminada são removidos com brocas de alta rotação adaptadas ou, em muitos, usando furadeiras cirúrgicas modificadas devido à espessura do esmalte e comprimento do dente. A irrigação copiosa é realizada com clorexidina 0,12% e solução salina, injetada através de cateteres longos sob pressão. O tecido germinativo é mantido, a fim de manter o crescimento e regeneração dentária.
A obturação preenche ⅔ do comprimento do canal e o cimento mantém intimo contato com o tecido germinativo. Preconiza-se o uso de mineral trióxido agregado (MTA) para realização da obturação, sendo biocompatível com o tecido pulpar.
A restauração sela a exposição pulpar e, geralmente, é realizada com resina bis-acrílica autopolimerizável. Restaurações metálicas fundidas podem ser utilizadas a fim de proteger os dentes de futuros desgastes.









